Maria Giovanna Mura é uma ilustradora italiana radicada em Lisboa, Portugal. Nascida em Sassari, Itália, em 1988, a sua prática criativa é moldada por estudos que giram em torno da arquitetura, ilustração e teatro. Esta formação multidisciplinar confere às suas ilustrações uma notável consciência espacial, um sentido de encenação narrativa e uma qualidade performativa que convida o espectador a entrar na cena.
O seu trabalho é influenciado por memórias e pela vida quotidiana, particularmente por aqueles momentos cheios de surpresas e mal-entendidos. Encontra inspiração nos pequenos detalhes, muitas vezes negligenciados, da existência diária. As suas ilustrações são caracterizadas por uma leveza lúdica e um humor suave, procurando sempre estabelecer um diálogo com o espectador.
A voz artística de Mura é de observação e curiosidade. A sua formação em arquitetura confere às suas composições um forte sentido de estrutura e espaço, enquanto a sua experiência em teatro empresta uma qualidade narrativa, quase cinematográfica, às suas cenas. Trabalha principalmente com grafite e coloração digital, misturando técnicas tradicionais de desenho com ferramentas digitais contemporâneas.
Seguiu a sua formação formal em ilustração através do Curso de Pós-Graduação em Ilustração na Escola de Artes da Universidade Autónoma de Lisboa. Durante os seus estudos, participou em várias exposições coletivas que marcaram importantes marcos no seu desenvolvimento como artista.
Em 2024, participou em "Atlas Interior" no Trius em Alfama, Lisboa, e em 2025, fez parte de "Aos Papéis" na Livraria Baobá, ambas exposições coletivas com trabalhos do seu curso de pós-graduação. A sua carreira atingiu um marco significativo em 2026, quando foi nomeada finalista da Exposição de Ilustradores na prestigiada Feira do Livro Infantil de Bolonha. Tem também participado noutros concursos internacionais, incluindo o The Golden Pinwheel Young Illustrators Competition.
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